Especializado em jornadas críticas e produtos complexos, conectando experiência digital com impacto real no negócio.
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Havia uma meta contratual de resgates de pontos a ser atingida pelo Shell Box Clube, mas o desempenho do indicador estava consistentemente abaixo do esperado. Esse cenário gerava pressão recorrente sobre o time de produto para identificar e implementar soluções capazes de movimentar o KPI de resgate de forma consistente.
O direcionamento, definido pelo Product Manager em conjunto com o time de negócio, foi claro: analisar os fatores que levavam os usuários a finalizar transações sem selecionar ofertas PagStix no módulo Shell Box Clube, identificar pontos de melhoria e, com base nessa análise, implementar estratégias para aumentar a atratividade e a adesão às vantagens oferecidas — promovendo maior engajamento e aproveitamento das ofertas pelo público.
Conduzi o projeto de ponta a ponta seguindo a lógica do Double Diamond — alternando momentos de exploração ampla (descobrir e desenvolver) com momentos de síntese e decisão (definir e entregar), sempre ancorado em evidência quantitativa e qualitativa coletada diretamente dos usuários.
01
Descobrir
Análise de dados, funil de conversão, pesquisa qualitativa por telefone
02
Definir
Mapeamento de oportunidades, priorização e hipóteses de solução
03
Desenvolver
Duas propostas de solução, prototipação e teste moderado com usuários
04
Entregar
Ajustes de UX writing, remoção de elementos de pressão e rollout
Conduzi a análise de dados em parceria com o analista de dados do time para entender por que o resgate de pontos não evoluía. A partir do cruzamento dos dados do funil de seleção PagStix — incluindo o funil de opt-in, o funil de não uso e a série histórica de % de checkouts que interagiram com o módulo —, identifiquei padrões de comportamento, fricções na jornada e lacunas na percepção de valor. Esses achados direcionaram a definição do problema e das hipóteses, priorizando as oportunidades com maior potencial de impacto no indicador de resgate.
A análise do funil completo (100% das transações) revelou que 92% dos usuários tinham opt-in ativo, mas, dentro desse grupo, apenas 47% chegavam a visualizar uma oferta apresentada — e, do total de transações, apenas 4% efetivamente selecionavam uma oferta PagStix. Quatro grupos distintos de usuários emergiram dessa análise, listados a seguir em ordem decrescente de potencial de melhoria:
Para entender a experiência dos usuários com o Shell Box Clube, o time de CX conduziu uma pesquisa qualitativa por telefone, com o objetivo de identificar os fatores que levavam parte dos usuários a não resgatar o benefício, assim como os motivadores que impulsionavam seu uso inicial. Os resultados confirmaram a maior parte das hipóteses levantadas na análise de dados — e refutaram uma delas, o que ajudou a evitar investimento de design em uma frente sem evidência de impacto real:
Alguns usuários que não resgatam seus pontos desconhecem as regras e vantagens do programa, o que gera dúvidas e insegurança.
A hipótese de que o usuário não entende que precisa selecionar uma oferta não teve nenhuma citação de usuário que a confirmasse.
Muitos usuários optam pelo acúmulo dos pontos para ter um desconto maior no futuro.
Existem usuários que optam pelo acúmulo para resgate em outros parceiros, fora do Shell Box.
Alguns usuários anseiam pela finalização da transação e não dão importância às ofertas do Shell Box Clube.
Usuários citam instabilidade, demora no processamento, fechamento involuntário da tela ou falha no cadastro de cartão de crédito.
A partir do cruzamento entre a análise de dados e os achados da pesquisa qualitativa, mapeei sete hipóteses de solução. Entre elas, priorizei as três com maior potencial de impacto no indicador de resgate — todas relacionadas a como o módulo de ofertas era apresentado e exigia (ou não) uma decisão explícita do usuário:
Garantindo melhor visualização das ofertas disponíveis no momento do pagamento.
Permitindo registrar a opção "Não usar" com mais precisão, em vez de assumir uma escolha padrão pelo usuário.
Aumentando a adesão às ofertas ao tornar a decisão parte obrigatória do fluxo.
Outras quatro hipóteses levantadas — otimização de performance do app, correções técnicas para evitar fechamentos involuntários, ofertas mais competitivas e comunicação educativa sobre o programa — permaneceram mapeadas, mas fora do escopo prioritário desta primeira entrega.
Com base nas três hipóteses priorizadas, desenhei duas propostas de solução para serem testadas e comparadas — ambas apresentando o módulo sem pré-seleção e condicionando o avanço do pagamento à escolha de uma opção, mas com abordagens distintas de comunicação:
O módulo é apresentado sem pré-seleção, com o botão de pagamento desabilitado. Ao tentar finalizar sem escolher uma opção, um alerta em vermelho ("Antes de continuar, escolha uma opção acima") bloqueia o avanço até que o usuário selecione "Stix", "Livelo" ou "Não usar".
Ao tentar avançar sem selecionar uma oferta, um bottom sheet surge com a pergunta "Ei, tem certeza que não quer utilizar seus pontos?", apresentando as ofertas disponíveis e dois botões de ação: "Utilizar meus pontos" ou "Continuar sem troca de pontos".
O objetivo do teste foi entender o comportamento e as motivações dos usuários em relação ao resgate de pontos do Shell Box Clube. Participaram usuários com opt-in que haviam visualizado a oferta, mas não selecionado nenhuma delas durante o mês de referência — ou seja, exatamente o perfil de usuário que o discovery havia identificado como prioritário.
Além do tempo de conclusão, a Proposta 2 teve melhor desempenho em todas as dimensões avaliadas: maior visibilidade das ofertas, maior compreensão do conteúdo do PagStix e resposta emocional mais positiva dos usuários durante o teste — frente a uma resposta emocional predominantemente negativa registrada na Proposta 1.
A análise qualitativa do teste com a Proposta 1 revelou problemas que os números de conclusão, isoladamente, não explicavam:
Heavy users tendem a optar por "Não usar", o que os impede de passar pelo fluxo de alerta relacionado à seleção de ofertas.
Usuários com baixa ou média proficiência tecnológica tendem a ficar "presos" na tela por não perceberem ou compreenderem o alerta para a seleção de uma oferta.
A apresentação do botão em estado desabilitado pode levar usuários com menor familiaridade tecnológica a interpretar que o processo de abastecimento ainda está em curso, dificultando a continuidade da jornada.
O vermelho no alerta transmite uma mensagem de erro que pode ser interpretada como acusatória, fazendo com que o usuário se sinta responsável por algo que não foi causado por ele.
Heavy users também tendem a optar por "Não usar" nesta proposta, o que os impede de passar pelo fluxo de alerta relacionado à seleção de ofertas — um padrão de comportamento consistente entre as duas propostas.
A forma como a sugestão de oferta foi apresentada fez com que um usuário percebesse uma tentativa do app de induzir o resgate de seus pontos, o que gerou desconforto — um sinal de alerta importante para a etapa de ajustes finais.
A maioria dos usuários relatou se sentir mais à vontade com essa proposta, em comparação à Proposta 1.
Todos os usuários que passaram pelo fluxo concluíram a tarefa com êxito.
Além da comparação direta entre as duas propostas, o teste revelou padrões de comportamento mais amplos sobre como os usuários se relacionam com o programa de pontos — informações que extrapolaram o escopo do teste, mas que ficaram registradas como aprendizado para iterações futuras:
Usuários tendem a esperar acumular no mínimo R$10 em pontos antes de resgatar, buscando um valor que consideram vantajoso. Na maior parte dos casos, optam por acumular em vez de resgatar imediatamente.
O usuário verifica seus pontos antes do abastecimento, mas ignora o Shell Box Clube no pagamento se não tiver pontos suficientes para troca.
Usuários menos familiarizados com tecnologia podem confundir o PagStix com uma forma de pagamento e, sem pontos suficientes, optam pelo pagamento convencional.
Usuários acham as ofertas pouco atrativas e preferem incentivos como pontos em dobro, bônus em dias específicos e vantagens maiores que as oferecidas por concorrentes — alguns inclusive preferem resgatar pontos em plataformas concorrentes, por já estarem acostumados a elas.
Diante desse conjunto de evidências, a conclusão da etapa de testes foi clara: a Proposta 2 (Bottom sheet) apresentou o melhor equilíbrio entre performance, clareza e eficiência, ainda que a seleção de ofertas permanecesse baixa — sinalizando espaço para melhorar a atratividade das ofertas em iterações futuras.
Com base no conjunto de evidências coletadas, recomendei a Proposta 2 (Bottom sheet) para implementação, por três razões sustentadas diretamente pelos dados do teste:
Usuários entenderam com mais clareza o que era o PagStix e como utilizá-lo.
A visibilidade das opções de troca de pontos aumentou em relação à Proposta 1.
Tempo médio de 11,8s contra 43,1s da Proposta 1 — quase quatro vezes mais rápido.
Antes do rollout, otimizei o texto do módulo para deixar mais evidente que se tratava de um desconto — e não de uma forma de pagamento separada, conforme apontado na pesquisa. O título "Selecione uma oferta PagStix" foi substituído por "Desconto Shell Box Clube" com a chamada "Troque seus pontos com PagStix", tornando explícito o benefício antes mesmo de o usuário interagir com as opções.
Após o rollout da Proposta 2 com o texto ajustado, o monitoramento do indicador mostrou um lift estatisticamente significativo tanto na porcentagem de transações com resgate quanto no volume absoluto de pontos resgatados:
O teste com a Proposta 2 havia revelado um ponto de atenção: um usuário percebeu a forma de apresentação da oferta como uma tentativa de induzir o resgate dos pontos, o que gerou desconforto. Com base nesse feedback, reformulei a sugestão de oferta para ficar mais transparente e claramente opcional, removendo elementos de linguagem e design que pressionavam ou induziam o uso dos pontos — como o tom de pergunta retórica "Ei, tem certeza que não quer utilizar seus pontos?" — substituídos por uma apresentação direta das ofertas disponíveis, mantendo sempre visível e com o mesmo peso visual a opção de continuar sem troca de pontos.
Com a comunicação mais transparente e a indução removida, os indicadores de visualização e utilização das ofertas seguiram melhorando — confirmando que reduzir a pressão sobre o usuário não comprometeu a performance do indicador de negócio:
O discovery conduzido — da análise de dados à validação qualitativa, passando pelo teste comparativo entre propostas — foi o que permitiu identificar com precisão onde estava a fricção real na jornada de resgate, em vez de apenas tratar o sintoma. Cada decisão de design, desde o tipo de mecanismo de alerta até a escolha das palavras, foi sustentada por evidência coletada diretamente dos usuários, resultando em uma solução que aumentou o resgate de pontos sem comprometer a confiança do usuário no programa.
Visão geral da tela final de pagamento com o módulo Shell Box Clube integrado, exibindo a troca de pontos e o resgate de ofertas durante o fluxo de checkout.
O free flow é um modelo de cobrança eletrônica de pedágio que elimina as tradicionais praças físicas. Por meio de pórticos equipados com câmeras e sensores, o sistema identifica os veículos por meio de placas ou TAGs, permitindo a cobrança proporcional à distância percorrida, sem necessidade de parar. Essa tecnologia visa melhorar a fluidez do tráfego, reduzir emissões de poluentes e aumentar a segurança nas rodovias.
Para o usuário, isso representa uma lógica completamente nova de cobrança — e os desafios de design eram múltiplos:
Diferenciar o free flow do modelo tradicional de pedágio automático, criando confiança na cobrança digital.
Considerando um momento crítico onde o usuário não pode ter dúvidas — afinal, ele está dirigindo.
Garantir clareza por envolver pagamento e mobilidade ao mesmo tempo, com penalidades sérias para não pagamento.
Tornar claros os valores de débito automático, prazo de pagamento e detalhes da cobrança.
Lidar com as restrições de integração com cancelas, leitura de placa e processamento em tempo real.
O não pagamento dentro do prazo de 30 dias é considerado infração grave, sujeita a multa de R$195,23 e 5 pontos na CNH — o que torna a clareza de comunicação uma responsabilidade crítica do design.
01
Descobrir
Kickoff com stakeholders, desk research, pesquisa exploratória com time de atendimento, benchmarking e análise heurística
02
Definir
Personas, user journey, árvore de oportunidades, priorização MoSCoW, fluxos AS IS e TO BE
03
Desenvolver
Screen mapping, wireframes desktop e mobile, ideação de soluções
04
Entregar
Style guide, layouts web e mobile responsivos, handoff para desenvolvimento
O kickoff com stakeholders, realizado no início da fase de discovery, foi uma oportunidade crucial para alinhar expectativas, compreender o contexto do negócio e criar um terreno fértil para a colaboração ao longo do projeto. As principais perguntas respondidas foram: qual o problema ou oportunidade do negócio, quais são os objetivos e o que seria considerado sucesso.
Os objetivos de negócio mapeados incluíam: ter a melhor experiência para o cliente, aumentar a captação de novos usuários, reduzir chamados abertos por dificuldades de uso e atrair investidores com boas avaliações nas lojas de apps.
A pesquisa de desk revelou três pontos críticos que impactariam diretamente o design:
Pórticos com câmeras e sensores identificam veículos por placa ou TAG, cobrando proporcionalmente à distância percorrida sem parar.
Usuários relatam dificuldades técnicas ao tentar pagar o pedágio — falhas em apps, cobranças indevidas ou duplicadas e problemas com PIX ou cartão.
Não pagamento em 30 dias gera multa de R$195,23 e 5 pontos na CNH — criando um contexto de alta ansiedade para o usuário.
Análise de 7 plataformas concorrentes: Meu Pedágio, PedágioPay, Veloe, Sem Parar, ConectCar, Taggy e Movvia — revelando diferenciais e oportunidades.
A pesquisa exploratória com o time de atendimento do Meu Pedágio foi a fonte mais rica de informações sobre as dores reais dos usuários — eles são os primeiros a ouvir as reclamações e dúvidas em tempo real.
"O usuário contata o atendimento achando que está falando com a concessionária de pedágio. Como ele desconhece o processo, é necessário explicar que o Meu Pedágio é uma prestadora de serviço para a concessionária."
"A maioria dos contatos chegam depois do cadastro por não encontrarem a cobrança — o que geralmente acontece por cadastro incompleto. Eles dizem que querem pagar, porém não tem a cobrança, mas não dá para cobrar sem ter os dados deles."
"Penso que as pessoas não têm paciência para ler as mensagens. Muitas vezes precisa de 3 a 4 e-mails com o cliente para explicar didaticamente o que ele precisa fazer, porque não conseguiu executar o que foi pedido. Tudo precisa estar dentro de uma lógica dele."
"Depois do contato, geralmente o usuário encontra a cobrança disponível e paga sem problemas. Sobra apenas um percentual baixo que diz não conseguir acessar o app para pagar ou faz uma confusão."
A análise heurística do produto existente revelou falhas graves que precisavam ser resolvidas antes de qualquer evolução de interface:
A terminologia técnica não estava alinhada ao perfil da maioria dos usuários, com baixa familiaridade tecnológica. Termos técnicos dificultavam a compreensão e a interação.
Usuários com baixa proficiência digital relataram dificuldades na navegação. A comunicação pouco clara comprometia a adesão à plataforma.
Inconsistências nos padrões visuais dos CTAs — variações de formato, cores e hierarquia entre telas. A tipografia apresentava falta de unidade e legibilidade.
O sistema não oferecia breadcrumbs nem botão de retorno claro, dificultando a localização do usuário dentro do fluxo.
Mensagens de status pouco claras e inconsistentes prejudicavam a compreensão das ações realizadas pelo usuário.
As personas foram construídas com base em dados, pesquisas e observações do time de atendimento, representando os principais perfis de usuário que precisavam ser atendidos pela nova experiência.
29a, Analista de Marketing, Campos dos Goytacazes. Planeja viagens com antecedência, acompanha cobranças de perto e quer confiança total na transação antes de partir.
42a, Técnico em refrigeração, São Carlos. Baixa familiaridade com tecnologia, não entende o sistema free flow e precisa de orientação clara passo a passo.
34a, Designer freelancer, Córdoba (Argentina). Viaja esporadicamente ao Brasil, não conhece as regras de pedágio e precisa de uma experiência intuitiva e rápida.
41a, Coordenador de logística, Recife. Usa veículo alugado com frequência; o processo de transferência de responsabilidade gera ansiedade pela ausência de retorno.
58a, Aposentado que faz fretes esporádicos, Taubaté. Acompanha cada cobrança com atenção e quer clareza total sobre valores e débitos automáticos.
A técnica MoSCoW foi utilizada para priorizar as oportunidades identificadas na árvore de oportunidades, considerando tanto as necessidades dos usuários quanto os objetivos de negócio.
Oferecer uma experiência não apenas adaptável, mas também personalizada para cada plataforma.
Reduzir a sensação de sobrecarga durante o preenchimento, estruturando o cadastro em steps bem definidos.
Promover a autonomia do usuário e reduzir a demanda por suporte logo nos primeiros acessos.
Apresentar o valor de forma clara no comprovante de pagamento, eliminando surpresas.
Especialmente voltado aos usuários com menor familiaridade com tecnologia e com o sistema free flow.
Transformar respostas genéricas em explicações completas e didáticas.
WhatsApp, chat ao vivo, integração com redes sociais ou respostas automatizadas.
Reduzir erros de cadastro incompleto que geram a maioria dos contatos no atendimento.
O fluxo "As Is" representou o mapeamento do processo atual — como o produto funcionava antes de qualquer intervenção. A partir do screen mapping visual de todas as telas, foi possível identificar onde estavam os gargalos e pontos de abandono na jornada do usuário.
O fluxo "To Be" foi desenvolvido a partir dos processos de discovery, alinhado às necessidades e oportunidades identificadas. Novas ramificações foram criadas para o onboarding diferenciado (padrão, aluguel e internacional) e para o histórico de pagamentos com download de nota fiscal.
Os wireframes foram criados como representações simples das telas, focadas na estrutura, hierarquia da informação e fluxos de navegação, sem preocupação estética. O objetivo foi validar usabilidade e alinhamento antes da prototipação visual.
Foram mapeadas as telas de: login e cadastro, onboarding com dados pessoais e veículo, dashboard com cobranças pendentes e pagas, fluxo completo de pagamento (cartão e PIX), meus veículos com transferência, e histórico com comprovantes.
O style guide foi criado definindo cores, tipografias, espaçamentos, ícones e componentes visuais com o objetivo de garantir consistência, identidade e padronização em todas as interfaces — facilitando a comunicação entre design e desenvolvimento.
Os layouts foram desenvolvidos para web (desktop) e mobile, aplicando o style guide às interfaces. O foco foi validar a aparência final, a responsividade e a experiência do usuário em múltiplos formatos de tela, garantindo consistência entre plataformas.
Visão geral das principais telas entregues, cobrindo os fluxos de cadastro, onboarding, dashboard de cobranças, pagamento com cartão e PIX, gestão de veículos e histórico.
Os principais pontos de dúvida e erro identificados durante o discovery foram tratados, resultando em baixíssima incidência de reclamações operacionais após o lançamento. A redução de fricções na jornada crítica traduziu-se em confiança do usuário e em uma operação de atendimento mais eficiente para o negócio.
O Brasil possui um dos maiores mercados de concursos públicos do mundo. Com mais de 8M de candidatos inscritos por ano e mercado estimado de R$2B em cursinhos, a demanda por preparação especializada é estrutural e crescente.
Alunos não buscam apenas notas — buscam orientação e diálogo. O canal com o professor é diferencial de alto valor.
Demora na devolução é a principal reclamação. Transparência sobre prazo e notificações ativas eliminam ansiedade.
Ver evolução ao longo do tempo cria pertencimento. Alunos que rastreiam progresso recompram mais créditos.
Quando o aluno entende como será avaliado por banca, percebe a plataforma como mais confiável.
Alto alcance, alto impacto, alta confiança, esforço médio.
Alto alcance, alto impacto, alta confiança, baixo esforço.
Alto alcance, impacto muito alto, alta confiança, alto esforço.
Alcance médio, alto impacto, confiança média, esforço médio.
A solução incluiu Style Guide completo — paleta de cores, tipografia, grid, espaçamentos, iconografia e componentes — com versões web (light e dark mode) e mobile. Todos os fluxos principais foram cobertos: envio de redação, acompanhamento de status, visualização de correções com notas por critério e chat integrado com o professor.
O handoff foi realizado com especificações organizadas no Figma, marcadas como "Ready for dev", garantindo clareza na implementação.
Visão geral das principais telas entregues, cobrindo os fluxos de envio de redação, acompanhamento de correções e feedback por critério.
O Star Vessels é uma plataforma de gerenciamento de operações marítimas para empresas de óleo e gás. O desafio era realizar o facelift do módulo Map — a interface central do sistema, usada por controladores e planejadores para monitorar embarcações em tempo real.
A operação marítima de petróleo offshore é responsável por até 80% do custo total da cadeia logística. Uma interface que falha em comunicar dados críticos impacta diretamente decisões que custam muito dinheiro.
"Seria importante conseguir visualizar um histórico do que aconteceu no mapa em casos onde perdemos o que aconteceu por causa de alguma pausa para café ou para atender o telefone."
— Controlador (usuário entrevistado)"Alertar quando a embarcação estiver por muito tempo sem receber atualização, porque isso influencia na programação."
— Planejador de Operações (usuário entrevistado)"Se possível, deixar visível somente o que eu preciso ver naquele momento."
— Usuário entrevistadoFaz parte do centro de controle (onshore). Precisa de timeline das atividades, informações de localização, consumo e carga, e alertas sobre dados desatualizados.
Avalia demandas offshore, programa embarcações, cria planos com foco em otimização. Precisa avaliar consumo de diesel e verificar atividades em stand by.
Visualização e acompanhamento da embarcação e suas atividades em tempo real.
Timeline para acompanhamento do passo a passo das atividades da tripulação.
Destacar os raios de operação do navio e da base/plataforma no mapa.
Status visuais para atividade, prazo, consumo de combustível, velocidade e percurso.
Clareza e fácil acesso às informações sobre a embarcação.
Filtro e master data para que o usuário configure o que é exibido conforme sua necessidade.
A partir dos insumos coletados, wireframes de baixa fidelidade foram desenvolvidos para validar a estrutura e hierarquia da informação. Um moodboard serviu como guia visual, reunindo referências de Flight Radar, Marine Traffic, Vessel Finder, Fleetmon e ArcGIS.
Com o design de interface finalizado — identidade escura com amarelo estratégico da marca Star Vessels — foi criado um protótipo interativo em alta fidelidade no Adobe XD. O handoff incluiu assets e documentação completa das especificações de interação.
Visão geral das principais telas entregues, cobrindo a navegação no mapa, filtros de embarcações e o painel de detalhes com informações de rota e atividade em tempo real.
O Brasil é o terceiro maior mercado pet do mundo, com mais de 150 milhões de animais domésticos. Apesar do crescimento acelerado do setor, a experiência digital para tutores de pets ainda é fragmentada: informações de saúde dispersas, dificuldade para encontrar serviços especializados e ausência de um histórico unificado do animal.
O desafio era criar uma plataforma que centralizasse a saúde e bem-estar animal, conectando tutores, veterinários e serviços pet de forma fluida e confiável — com especial atenção à jornada do tutor em momentos críticos, como consultas de emergência e acompanhamento de tratamentos.
01
Descobrir
Entrevistas com tutores e veterinários, desk research, benchmark
02
Definir
Personas, jornada do usuário, oportunidades priorizadas
03
Desenvolver
Wireframes, fluxos principais, sistema de design
04
Entregar
Protótipo de alta fidelidade, handoff para dev
Realizei entrevistas em profundidade com tutores de pets e veterinários para mapear as principais dores da jornada de cuidado animal. Os insights mais recorrentes foram:
"Toda vez que vou a um veterinário novo, tenho que recontar toda a história do meu pet do zero. Precisava ter isso tudo num lugar só."
"Quando meu cachorro ficou doente de madrugada, não sabia onde ir. Precisava de uma forma rápida de encontrar veterinários de plantão perto de mim."
"Às vezes esqueço quando é a próxima dose do medicamento ou a data da próxima vacina. Seria ótimo ter um lembrete automático."
Histórico unificado de saúde do animal — vacinas, exames, consultas e medicamentos — acessível em qualquer atendimento.
Localização em tempo real de veterinários, clínicas e plantões disponíveis próximos ao tutor.
Alertas automáticos para vacinas, consultas, medicamentos e exames periódicos.
Canal direto e documentado para dúvidas pós-consulta e acompanhamento de tratamentos em andamento.
Ana Lima, 32a, professora. Tem 2 gatos e 1 cachorro, acompanha de perto a saúde de todos. Quer um app que centralize tudo e a avise proativamente.
Rafael Costa, 27a, analista. Adotou o primeiro pet recentemente, tem dúvidas frequentes e precisa de orientação clara sobre cuidados básicos e rotina de saúde.
Criação de perfil com dados de saúde, raça, idade, peso e histórico médico unificado.
Registro e consulta de vacinas, exames, medicamentos e consultas anteriores.
Notificações para vacinas, vermífugos, consultas e medicamentos em uso.
Localização de veterinários, clínicas, pet shops e serviços de emergência próximos.
Canal de comunicação direta para dúvidas pós-consulta e acompanhamento de tratamentos.
A solução foi concebida como mobile-first, com foco na facilidade de uso em momentos de atenção dividida — característica comum de quem cuida de pets. O sistema de design priorizou cores acolhedoras, tipografia legível e componentes que guiam o usuário com clareza.
Os fluxos críticos foram mapeados e protipados: cadastro do pet, registro de consulta, visualização do prontuário e busca de emergência. O protótipo de alta fidelidade foi validado com tutores reais antes do handoff para desenvolvimento.
Visão geral das principais telas entregues, cobrindo os fluxos de onboarding, dashboard do pet, agenda de saúde e notificações.
Formado em Ciência da Computação, atuo na interseção entre negócio, tecnologia e experiência do usuário, conduzindo pesquisas, discovery e definição de soluções orientadas a dados.
No Shell Box, liderei um discovery que contribuiu para o aumento de +860 mil pontos resgatados por dia, +11,3% na visualização de ofertas e +16% na utilização de pontos PagStix.
Na Accenture, construí o design da plataforma nacional de gerenciamento de respiradores para o Ministério da Economia durante a pandemia, reconhecida pelo ministro Paulo Guedes. Atuei em projetos para Vale, Shell, Hospital Israelita Albert Einstein, Santander, Braskem, C&A, Gerdau, Portocel e Cargill.
Em consultoria no Meu Pedágio, redesenhei a experiência de pagamento em pedágios Free Flow por meio de um discovery focado na redução de fricções da jornada, resultando em baixa incidência de reclamações de usabilidade referentes a operações.
Baixar currículoLiderança de Design para Payments e Loyalty em aplicativo com milhões de usuários. Facilitação de workshops, discovery, priorização de oportunidades e alinhamento entre Produto, Negócio e Tecnologia. Mentoria de designers plenos e juniores.
Resultado: +860 mil pontos resgatados/dia · +11,3% visualização de ofertas · +16% utilização de pontos PagStix.
PaymentsLoyaltyUX ResearchA/B TestingFigmaDesign de produtos SaaS para Supply Chain, Analytics e Operações. Especialização em visualização de dados, dashboards e sistemas corporativos complexos. Desenvolvimento da plataforma nacional de gestão de respiradores durante a pandemia.
Cases: Vale, Shell, Hospital Israelita Albert Einstein, Santander, Braskem, C&A, Gerdau, Portocel e Cargill.
SaaSData VizSupply ChainHealthTechRedesign de jornadas de autoatendimento digital. Melhoria de usabilidade, arquitetura da informação e fluxos de navegação com foco na redução de atritos e aumento da eficiência dos canais digitais.
AutoatendimentoUXDesign de interfaces para sistemas SaaS e aplicativos mobile. Criação de fluxos escaláveis e experiências centradas no usuário, desde a concepção até a validação de soluções digitais.
SaaSMobileDesign de plataformas SaaS para o setor de saúde. Criação de dashboards e experiências orientadas por dados para apoio à tomada de decisão.
HealthTechData VizDesign de produtos digitais para educação e comércio eletrônico. Evolução de interfaces, jornadas de compra e experiência de aprendizagem em colaboração direta com times de negócio e desenvolvimento.
EdTechE-commerceDesenvolvimento de cursos e-learning corporativos em Flash. Criação de interfaces educacionais interativas.
Clientes: Leroy Merlin e Avianca.
E-learningFlashDesenvolvimento de cursos digitais em Flash e HTML5 para plataformas LMS. Design instrucional e criação de experiências de aprendizagem corporativa.
Clientes: Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Santander, FIFA, SKY e Unilever.
E-learningLMSFlashHTML5Alfenas, Minas Gerais, Brasil
Product Discovery · UX Research · Product Strategy · Design Thinking · Double Diamond · Service Design · Journey Mapping · Roadmap · Priorização
UX/UI Design · IA · Interaction Design · Arquitetura da Informação · Prototipação · Design System · Motion Design · A/B Testing · Acessibilidade · Data-Driven Design
Figma · FigJam · Miro · Jira · Confluence · Google Analytics · Hotjar · Claude · Maze · Notion · Power BI
Design Ops · Handoff · Teste de Usabilidade · Experimentação · KPI · Métricas · SaaS · Metodologias Ágeis
Facilitação · Colaboração · Comunicação · Ownership · Mentoria
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